13 de set de 2010

Notas de uma tarde vazia

Para preencher o vazio dos dias, palavras
Soltas, belas, inventadas, aleatórias, minhas
Não com versos rimados e medidos, jovens.
Na liberdade da juventude dos velhos dias.

Palavras que enfeitem o céu esfumaçado
A seca e implícita agonia do inverno quente
Tormentos que batem à porta incisivamente
Somente consternações de uma mente, inlúcida

Cabíveis são as interpretações para as coesões
Textos seguem sem coerência e os leio bem
Pois de tudo que cerca no vazio da tarde
As letras que formam essa evasão extralinguística
São ainda a razão da permanência sôfrega
Contudo das notas que saem de alguma melodia.