14 de jan de 2013

Pra você não me dizer que não falei das flores



       Talvez seja impossível ser feliz se começarmos a


 olhar pro lado de fora da janela. Aí você me diz: "como 


não? um mundo perfeito, o sol brilhando, a natureza, os 


animais... " Ouvindo isso eu concluo: "você ainda não 


está olhando lá pra fora".

    

Dentro de nós é mais fácil, sabemos (se quisermos) 

como e o quê mudar caso haja necessidade de fazê-lo, 


achando o belo perto daquilo que nos é plausível. Agora 


esse mundinho estranho, de desigualdades, pesos e 


medidas tão discrepantes, só faz pensar: "o que 


faremos?"


Porém, não há a verdade nesta e nem outra constatação.

2 de jan de 2013

Ano novo de velhas demagogias.

A imagem foi salva do facebook (sociedade racionalista) http://www.facebook.com/sociedaderacionalista?fref=ts
Chega novo número, não se vão os velhos hábitos.
As insistentes manias coletivas, incólumes, fingem ser frescas.
"Desejo", "peço", "agradeço", e no fim continuo o mesmo, cultivando conscientemente, com muita hipocrisia, minha amnésia.
Faz-se o mal, com os mesmos atenuantes, "não sou eu quem vai mudar o mundo", mas enquanto isso o mundo muda aos pés das gentes...
Ignorar a realidade, tapar os ouvidos, olhar a carteira... antigas liberdades. A sociedade calada é produtiva?
Mais um ano, mais uma ilusão. Ilusão que pode ser matéria prima para o belo, ou para o vil, sejamos sinceros ao menos, somos iguais, só avançamos no calendário.
Nasce um novo sol? a luz é a mesma, apenas se queime sob ela.

Trabalharei mais, apenas.