27 de fev de 2009

Só mais 24 horas


Tenho que transformar em poesia o que na mente já é prosa
Sorrindo e refletindo pensamos num tema, mas surgiu um dilema:
Escrever sobre as mulheres ou sobre o defeito delas?
Ah! É tudo muito hilário.

Agora corre solta a palavra, penso que por culpa do gozo da vida.
Semântica e semiótica, buscando atribuir significados aos símbolos.
Tudo é história, até mesmo a nossa busca por traduzi-las
Muita criatividade e pouco desempenho, irônia...

Seriam necessárias apenas 24 horas para uma mulher mudar sua vida
Seriam necessárias várias vidas para satisfazer uma mulher
São detalhes recortados, irritações temporárias e amores ígneos.
Muitas observações e desejos, mas valiosas confissões

Uma conversa animada, uma idéia e uma amiga
São apenas três ítens, mas que poderão atrapalhar a sua vida
Homens, cuidado! São apenas 24 horas.

13 de fev de 2009

Vários casos de uma vida... " we need hope"


De uma fonte, de outro planeta, uma reencarnação de alguém que não chegou a entrar aqui...
Ele veio e por quê? Para missão de todos nós? Se foi com dor e muita tristeza que ela se foi, foi a mesma doença que bateu à porta novamente, em seu filho que agora é dela, ela quem amo tanto e que tanto já sofreu carregando incalculáveis perdas!
Por que com ela? Um irmão amado se foi pro fundo da água, sua mãe agonizou mendigando um pouco de ar, ar respirado por tantos desmerecedores.
Mais tarde, pouco mais tarde, o peito dela já era do chão, já era da terra, seu ventre já utilizado anos antes foi casa apenas de um irmão pra mim.
Quanta dor em dois anos, quanto grito sôfrego e lágrimas recolhidas, internalizadas e transaformadas em doença, pulmões retribuindo a agressão da vida.
Alguns anos passados, pai esquecido, ele* tinha casa nova, minha casa, nosso amor e um destino.
Destino esse, que levou seus passos largos, abruptamente sugou sua virilidade pueril, o tirou de sobre a bicicleta nova, levou um pouco do brilho de seu olhar mas ainda restam frestas.
Só agora temos consciência de quão hereditário é este sofrimento.
Minha bela mãe ainda se segura, nas beiradas, no pequeno homem e grande amor que veio a nascer tão logo pra nos fazer feliz, uma criança tão tardiamente vinda que ilumina!
Bem, ela mantém a força para que ele não esmoreça e seu sorriso bobo ainda nos enebrie de esperança, massageie nosso agora e apague de vez esse medo de um destino de pulmões e víceras expostas.



* Apenas para quem sabe do meu momento, isso é só um desabafo, nada de fatos pra serem impressos, e sim esquecidos.

12 de fev de 2009

Apenas uma cobla


Farei apenas uma cobra, não me cobre rima alguma
Não sei redondilhas ainda ei de entender
Farei esquecer o que aprendi ontem, sem enjabements...
Poesia com palavra não me rima, sou exatamente crua.


Paradoxos!

10 de fev de 2009

O homem que sabia voar


Desde pequeno, no limiar de seus 7 anos já pedia para sua mãe:

_ Quero estar no alto com os pássaros, viajar lá em cima...

Sem dar muita atenção a mãe dizia:

_ Estude então, quem sabe você não se torna um piloto de avião!

Não, não era isso que o menino queria. Ele sonhava com asas, mas só queria planar pelo céu, sua intenção era essa.

Lá pelos seus 20 anos de idade ele já sabia voar, aprendera em um dia, que não existem regras específicas bastava se soltar.

Aprendeu que como o super-homem ele poderia voar.

Colocava o capacete e a joalheira, e saia de sua árvore com destino à pista.

Todos o achavam louco, sempre com um paraquedas nas costas, pois era prevenido, sabia que era possível um dia acabar seu combústivel.

Sua viagem era incompreensível para um humano sem sensibilidade.

O homem sabia que poderia cair mas mesmo assim jamais deixou de sonhar.

Pelo símbolo máximo da liberdade, era por isso que ele lutava.


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Bem, simbolismos à parte, o foco não é o vôo e sim quem "voa", pois ele consegue o desprendimento de tudo o que é supostamente previsível e lógico. O personagem contraria as leis da física, ele é pura "ficção metafórica"... Então, obrigada mais uma vez se você chegou até aqui.


Poeminha


Que hora confortável...
Faltou-me apenas um cigarro.
Na correria que se expande ao meu redor
não sinto pressa alguma, estou estável.

Poesia pede beleza invejável, admirável,
mas meu momento é rotineiro
Sou caneta, papel, sombra e pouca cor
Respiro lentamente, penso no improvável

Branco e preto, não preciso muito mais
Só o que me cerca de preocupável
é que o ar esteja respirável, meus amores vivos
meu corpo leve e meus olhos fechados.

9 de fev de 2009

Do anacronismo à loucura


Um homem perturbado passa seus últimos meses em procura de respostas para os sonhos que constantemente o tiram o sono. São poucas horas dormidas...

Quando em um noite, de um dia cansativo e violento, minutos antes de pegar no sono ele tem uma visão de um túnel, como se fosse uma passagem que o leva para o "sono", e ele escuta uma voz lhe dizendo que em todas as noites isso acontece, mas que nunca lembramos no outro dia, e que sempre seria assim, pois este mistério envolve revelações consternantes para quem lembrar no dia seguinte.

Acontece que ele se lembra, ainda um pouco sonolento, vê as imagens voltando como flashs rápidos e no rolar dos acontecimentos o protagonista dessa "aventura", descobre que não vive no tempo em que acreditava viver, e que a noite anterior teria durado mais do que ele pudesse imaginar...


Essa é uma pequena parte do esboço dessa estória.

Ainda dentro disso tem outros pontos que desejo trabalhar, incluir alguns personagens que eu já estou desenhando, para comporem um enredo dinâmico e misterioso, que vai passear entre religião, ficção e mistério...

Eu sei que está um tanto rebuscado, porém eu havia prometido que hoje já traria uma ínfima parte das minhas idéias e é isto que estou fazendo agora!

Obrigadinha

Sobre algumas idéias


Ontem, na presença de uma amiga, álias uma incentivadora, eu procurei explicar um pouco dos meus planos.

Não quero parar na poesia, até mesmo porque esta nunca foi a idéia principal na hora de escolher que queria escrever, gosto de estórias...

Digo estórias, pois é vasto o mundo imaginário em mim, ígneo e curioso.

Mas nem tudo são flores e a dúvida me persegue, quem leria?

Então decidi que algumas das idéias já vão passar pro papel, e aos poucos vou publicando aqui no blog e almejo que todos os visitantes aproveitem das minhas loucuras, amanhã mesmo vou abrir meu coração e expor alguma coisa, mas jamais vou largar a poesia, pois são estes lapsos poéticos que me mantem no caminho da literatura.

Obrigada.

6 de fev de 2009

Poesia Simbolista (Pedro Kilkerry)


Evoé, 1910

"Primavera! - versos, vinhos...
Nós, primaveras em flor.
E ai! Corações, cavaquinhos
Com quatro cordas de Amor!"


As características presentes do romantismo no simbolismo, tornam esse estilo menos deprimente, mas carregado de metáforas fortes e de sentimento latente...
Pedro Kilkerry, como tantos, foi "desenterrado", mas foi um poeta de grandeza criativa inegável, e para quem aprecia literatura, leitura indispensável.

4 de fev de 2009

O agora depois da chuva


O momento é este, lento, só as horas voam, mas meu tempo...
A chuva findou-se extravagante e fugaz, saudades.
Ociosidade que não traz inspiração, convém apenas abanar este calor.
Calor que não efêmero, me põe no mundo de Espronceda
Talvez não pelo tormento apenas pela intensidade.

3 de fev de 2009

Mistério particular


Vivo tentando falar sobre o que não entendo

Não assuntos específicos, dos quais realmente não entendo

Procuro explicar o que por dentro queima, sem sucesso

Por vezes reparo redundância, em tempos músicas repetidas

Já escrevi músicas, mas não tenho som pra elas, e pras que tenho...

Sempre sentimental demais ou abstrato demais

O certo é que contemplando as estrelas que vejo, sinto algo

Inenarrável, incompreensível... Dor e fascínio.

Quero entender mais e mais, as horas e o que cerca o tempo

Me intimido com a grandeza do inexplicável, surtada volto.

Mesmo que eu não avance nessa linha, valeu a noite iluminada.

1 de fev de 2009

Certeza?


Poucas...

De que amo, só não sei como.

De que gosto, só quando escrevo.

Dos medos, que talvez se dissipem.

Das paixões que talvez se apaguem...