16 de dez de 2012

E se?

E se todas as lágrimas, por não existirem, fossem evaporadas?
E se o hoje fosse apenas uma ilusão do ontem com cores vivas?
E se nada além da nossa imaginação fosse realidade?
E se amanhã vocês descobrissem que é tarde demais?
E se todos nós soubéssemos que temos o mesmo destino?
E se esse destino fosse o fim, e um fim autêntico, como o de tudo?
E se nesse fim, compartilhássemos do mesmo sentimento?
E se esse sentimento fosse limpo e nos libertasse do medo?
E se os abraços fossem apertados e os beijos quentes?
E se a ilusão de uma vida eterna fosse corrompida?
E se, por não termos ilusão de vida eterna, vivêssemos?
E se, ao se aproximar o fim, deitássemos com a consciência limpa?
E se fechássemos os olhos e não mais acordássemos?
E se ?
E se não?


1 de nov de 2012

Crônica do calor, sintoma do fim, e um dente


O sol se aproxima! Dizem os tolos. Sinais apocalípticos, atrasado em muito está esse fim do mundo, acaba que se torna necessário desejá-lo.
Não é pelo calor em si, mas pela cor que fica mais luminosa, a visão sofre, o suor não deixa que a base que esconde os defeitos da pele balzaquiana fique firme em seu lugar. É cheiro, é gosto, e a dor no corpo, chega às vezes à alma, ou pseudoquestão analisável racionalmente.
Google
E lá vão os livros sob os braços, dizendo que as profecias não mentem, que a água já dizimou os habitantes da terra, mas não mencionaram que os asiáticos e aborígenes australianos não beberam dessa água. As contradições que são tão claras, soam como veneno, e nesse veneno vou resguardando um suposto e frágil talento.
Nesses últimos dias, as frases mais ditas têm calor no meio, tem a dúvida, o medo da anormalidade, quem sabe se vai ser assim para sempre, será que não viveremos mais sem o ar-condicionado? “Isso tudo é culpa desse tempo”, até para os resfriados normais, e não poesia que rebente numa paisagem assim. Até a crônica fica meio “gracilianada”, com a secura na boca, e o cachorro sedento e abandonado na rua, nas ruas e dores de muitas esquinas.
E pra falar cronicamente, acho que vou perder um dente, na sucessão de erros que claramente não são de outros além de meus. Penso que a procrastinação seja uma peste, eu padeço nessa causa incipiente. Porém, vão-se os dentes fica a boca... e os olhares do marido perdidos no meio da rua. São os anos, são os tempos de apocalipse, ninguém se entende, é falta de deus.
O que faria Nietzsche com uma alvorada tão crucial de amantes da palavra? São tantas vertentes novas diria ele, “estou mais confuso”? Por que agora os cristãos que queimavam homossexuais, os têm ao lado, em cima e embaixo? Seriam tempos de pacificação, ou o mal religioso esquentou à luz dos raios mais radioativos do sol? Isso falo pensando nele.
Pra terminar fazendo jus à tese, o calor irritante vai continuar, com ele todos os velhos ditados, e a onda passará daqui a alguns anos, talvez. E quando tudo estiver normal, não será visto como normal, dirão: Oh, que frio glacial! É o fim dos tempos, e as previsões já estarão no quarto milênio.
Eu passarei, você, hipotético interlocutor, que, se milagrosamente não estiver cansado por ter lido esse pequeno acumulado de lorotas céticas, também passará. O calor, o frio, a chuva e a seca, elas passarão, se transformarão, e a terra continuará, até uma próxima explosão. E se depende da vontade de alguém? Não sei. Você, que provavelmente faz parte da parcela esmagadora de ovelhas, certamente dirá: só quem sabe é deus. E não discutiremos mais.


17 de out de 2012

Dos meus desperdiçados talentos

Nasa imagens
Nos dias brancos, os quais conscientemente repudio, sinto a dor subir pelos ossos.
Sem tentar poetizar uma vida sem grandes feitos, penso que essas dores inexplicáveis são de certa forma um fardo natural, que inicia ao despertar da mente nas manhãs mornas.
Não tenho muitas qualidades, não ajudo muitas pessoas. Tenho necessidade de ser apenas um fio condutor, que já tenho pela natureza desse fio a incapacidade de armazenar essa "energia".
O que me cansa, tudo me cansa. Mas vejo amor e calma, em sonhos, não apenas em sonhos também.
Sou "abençoada" por um amor com tons de azul... não desejo mal a quase ninguém.
Talvez eu queira da vida coisas que não estou buscando verdadeiramente, e não é nada abstrato.
Só um dia, outro dia, uma preguiça, talento desperdiçado.


27 de set de 2012

Germes?

Jogaram as flores na humanidade encardida?
Foi para enganar os tolos e deixá-los pensando na santidade?
Pergunta que é pergunta, ecoa.

Não existimos, somos micropartículas de um cosmos complexo, manipulado por alguma outra civilização em algum outro universo...


26 de set de 2012

O encontro inimaginado

Estavam os dois em pé, de mãos dadas, perto do portão de saída, simples mortais. Para mim uma visão, a princípio, insignificante, partindo para surreal alguns segundos depois.
Os óculos escuros cobriam aqueles amados olhos azuis. Ela, a presença feminina, contornada de simplicidade, mas com a maior das riquezas ao seu lado, nos tornavam infimamente semelhantes.
Não podendo explicitar o sentimento contido, abri meu estreito léxico, soltei palavras mecanicamente organizadas com antecedência ao evento, mas que, esperando serem utilizadas apenas algumas horas depois, com menos pessoalidade, saíram com delicada lentidão, foi uma surpresa que me exigiu frieza e atitudes ainda não conhecidas.



e essa história pretende continuar...

29 de ago de 2012

Lirismo dos signos

John Pitre - Explorers
A educação carrega uma dose considerável de lirismo. A cada palavra proferida, com o objetivo de atingir uma jovem ou incipiente mente, várias ondas de questionamentos cruzam-se com o sentimento apressado, a ânsia do sucesso, a acomodação nas palavras de Piaget.
E nessa pressa de se fazer entender, confrontam-se ideologias, métodos e inexperiências justas. Como matéria da poesia temos a lágrima do desespero, do desprezo, de não ser ouvido, de ter o ensinamento corrompido.
As palavras, os signos como chuva, que molham e muitas vezes não lavam, são as mais potentes armas, que devem ser escolhidas e bem lançadas, como a flecha, sem volta!
Amar e educar, sinônimos, apenas naqueles que respiram o lirismo de almejar conhecimento, tão libertador, tão envolvente. Mesmo nos conflitos e horas de fraqueza, ser o educador fraternal, o amigo que tem mais do que simples palavras, tem a possibilidade da mudança.

Faria mais por esse amor, não fosse o desejo de também ser amada. Quem sabe a poesia me traga, um pouco da esperança de Freire e a certeza de Sartre.

Cristiane Felipe



21 de ago de 2012

Veneninhos

Os pensamentos, que desejo expor claramente, vêm à língua como uma onda de veneno.
E tudo que era revolta passa a ser resignação; e a dor, essa só passa quando acendo a luz.
From Google

20 de jul de 2012

Não odeie quem não existe

Entendam: A realidade é demasiadamente humana.
Não podemos odiar aquilo que não existe e nem confiar no que não está ao nosso alcance.
Sirva-se dos fatos, experimente as perguntas, e jamais aceite aquilo que lhe foi imposto e decorado.
Quero dizer dos meus aforismos, eles autênticos, mais do que eu própria.
Agnosticismo não é uma nuvem negra, não tem vermelho, apenas constatações cronológicas.
Somos aquilo que queremos, sem um no céu, nem um no inferno, as ações são coordenadas apenas por um ser, você!
Deixe meu rádio desligado se for pra cantar o invisível, eu valorizo apenas a invisibilidade do vento, das intenções e do carinho.
Sou menos má que as vestes brancas, ou negras. Tenho vontades, são amplas, tenho sonhos, não são efêmeros, tenho amores, são reais!

4 de jul de 2012

A vida é algo normal (?)

http://lounge.obviousmag.org/cafe_amargo/2012/07/all-together-now.html

Não são os cheiros e nem as cores irritantes.
Aquilo que perturba, nas longas vinte e quatro horas, são as palavras. Impensadas, ditas e desreguladas, que aparentemente nascem num vácuo, absurdo, de sonhos profusos e viagens com J.
Sem espíritos, nem obsessões.
Dias com sol, ou chuva e nada mais.


22 de jun de 2012

Um vazio condicional


SE, a grande condicional.
Nos "Ses" uma incógnita metafórica...
As grades que impedem a realização.
Invisíveis, construídas à mãos brancas.
O que nos cerca e prende a oração do SE:
A poesia velada, na derradeira chamada
Um eu vazio que não se enche de ar
São palavras e gestos alheios, caros,
Que não conquistados, apagam a chama!


Se você...

18 de jun de 2012

Can I keep away from the illusion?




Are the doors open?
My dream says yes

The days, they linger on...
They say NO!

9 de jun de 2012

A SONG FOR EDDIE VEDDER - This is not the most beautiful song

I´ve just looked at the sky, It´s widening now
I´m nearly an elderly soul like that
The ground has been growing under my feet
That future that I´ve dreamed. It´s just not come true (YET)
Woods are crying, oceans are drying while we´re dying

Because my thoughts are only deep thoughts
Are the gods our weakness?
Illusions that never stop
Never stop, stop...
This is not a beautiful song

Are you reading me?
Are you listening me?
I don´t think so
Well, I don´t think so

Are shallow my thoughts? Empty subjects, did you get it?
The songs will be our voice They´re ours.
While we´re still stones, since then souls claim


Because my thoughts are only deep thoughts
Are the gods our weakness?
Illusions that never stop
Never stop, stop...
This is not a beautiful song

Because I don´t have your heart
Your heart
The earth´s heart
Your hear, without flesh

Minds are spinning
While time is going by...
We´re waiting for...


20 de abr de 2012

Nossa xícara


Nasa Images

Enchemos com o chá da atitude e engolimos apenas resignação
A poética abalada pelo frustante amor, usado pelo nome, enfeite!
Como diria o falso poeta, "o amor não deixa ver a realidade"...
Qual a rua certa? Nessa dúvida param os que buscam o caminho,
Então abrem os ouvidos  para as direitas que lhes forem ordenadas
Rebanho? E ainda insistem nessa denominação!
Nossa xícara continua girando, com o quente e oportuno ceticismo.
Prove que ela não existe, ou preciso provar-lhes?


Nada de poesia nessa rede de vã filosofia.

11 de abr de 2012

Formação das palavras, do tempo, do nada


Vladimir Kush - Webmaster

Modernizaram-se as roupas, os carros, os computadores...
Haja para os ideais modernização.
Que os substantivos virem os verbos, o pensamento, pensar!
As formas poéticas, as funções: emotiva e emocionar.
Contudo que não fiquemos presos às regras, e sim inventar.
Sem no inventar, deixar transparecer a burrice de não ser,
Ser o que se é com a modernidade explícita dos conceitos.
Viemos para estar, para ser, sem sabermos pra onde ir.
O fato é: não temos a verdade, temos só o agora, límpido.
Façamos dele um evolutivo "considerar a realidade", a salvos.
Tique taque meu bem, o tempo vai passando, não passes!
O dinheiro e o tempo valem e vão, mas os sólidos ideais permanecem.






Yesterday is History
Tomorrow is a mystery
Today is a gift
That's why we call it the present

 Eleanor Roosevelt



19 de mar de 2012

Irrite-se novamente

As mensagens andam irritantes para os receptores
Aquelas minhas palavas tão brancas, não brandas
Antes já revestidas de ódio, um dia desabafos e...
Como todas no seu ego enigmático, revoltos ãos
Para que não...ah
Mudei de ideia, seja sim!
Irrite-se, abrace as palavras que não te tocavam.
Minhas referências continuam incompletas, ou não.
Insípidos ou instigantes, insinuantes, em mim:
Inspiradores textos de uma única leitura.

9 de mar de 2012

Pround

Sim, sou eu.
Bacharel.
Eu posso traduzir, interpretar... nossa, que sonho seria na prática.
Traduzir os enunciados enigmáticos, com interpretações simultâneas de conversas desconexas.
Habilitaram-me para além da sala de aula, peço ao universo, habilite-me para a vida!

4 de mar de 2012

As minhas linhas d´escritas...

   Existe um limite que torna impossível transpor os pensamentos em palavras.
    Mesmo com todo o exercício, habilidade, aptidão, também a ilusão, os obstáculos invisíveis tomam proporções limitadoras.
     Quero escrever um livro, as histórias floreiam a mente, mas pintam borrões cinzas na realidade. A criança lá dentro quer a alegria dos filmes fantáticos, a pensadora uma análise crua dos pensamentos céticos.
     Não lembro de ter sido sincera com as palavras nesse espaço imensamente virtual, ninguém lê-me através dessa fronteira.
     Sou cética em mim, na minha essência, sobre minha paciência, capacidade e ciência.
    De versos à parágrafos inconsistentes e desconexos, maneiras irremediáveis.
      Redatando pobremente, a língua de Camões, que me derruba ou tonteia, inerte no topo na árvore, à beira do abismo.
John Pitre - Identity

11 de jan de 2012

A falta de poesia de hoje em dia

Pensam que é poesia usar sintaxes desconexas
Palavras soltas, infrequentes, neologismos...
Às vezes se erguendo à altura de Zeus, com seus egos triunfantes.
Escrevo em versos por pura provocação, isso aqui não é poesia!
Acordada percebo que é tarde, pois me atirei na falsa pretensão
Fúteis, irracionais, enlouquecendo na busca de afirmarem-se
A poesia não é palavra curta, não é frase longa, não corrompe
A sua função é clara, e quando cumprida, deixa na história a marca!
Tocar, ferir e curar.
As palavras precisam de sentido
Para quem as lê que sirvam de ar, para inspirar ou apenas desestabilizar.

4 de jan de 2012

Impetuosos

Passion - John Pitre

A armadilha do ímpeto é ignorar o óbvio.
Com o pulmão cheio de ar, morrer sem senti-lo...
Adolescentes, crianças, feras indomadas, segundos,
Nestes pequenos momentos de quase não viver
Querer viver só ao seu lado, mas sem querer!
Onde as vozes são mais altas que a alegria de ser
Não haverá espaço para colar os cacos espalhados
Continuo no amor que só é seu, penoso anoitecer.