9 de ago de 2009

Pra onde vai este caminho?


Sartre me trouxe algum alento num domingo seco

Mergulhada em aparentes ruas sem saída, vejo

Não é só meu peito que bate na partida deprimente

Pré existimos a todas as consequências marginalizadas

Frutos dum mistério contundente para alguns, ridículo.

As chances de se concluir algo vai além da estrada

Solidão é parte de pensamentos inconfidensiáveis

Linhas e pleonasmos não confortarão tal mente

Poderia dizer alma? Cinquenta porcento de chance...

Já que nada é certo, além daquilo que vemos agora

Puro existencialismo, ideias confundindo-se com ideais

Meros apelos ouvidos por vozes de quem se destacou

A multidão é seletiva, a sorte é seletiva, o que é sorte?

A chave mestra dos segredos imutáveis, da dor parceira

Amanhã poderá ser tarde para ele, ou para mim, o que fiz?

Existi? Fiz valer todos os meus sonhos e os dividi?

A resposta é clara e não poética, não fiz nada.

Se pudesse dizer o que gostaria de fazer, faria uma lista

Na lista dos desejos, não desejar, apenas existir, respirar.



5 de ago de 2009

Apenas pó

Dakota Lapse.com
Não me diga o que fazer, em que acreditar
seus espíritos abrem suas portas, não minhas
desejo o bem também, não preciso enlouquecer
Acreditar em almas recicláveis não me salva
não há marcas no corpo que corrompa o que sou
O destino é solto no vento, pegamos o que é nosso
Se existe algo maior que nossa imaginação, sim
Mas se fôssemos dignos de compreender...
As minhas ideias ficaram ontem na geladeira
meus sentimentos levantaram dopados
Mas de uma coisa eu sei, só através de uma letra
duas e mais palavras é que vem o desabafo.
Pois o seu tempo perdido em teorias românticas
não me absorve, sou mais consciente da matéria
aquilo que corrói é inevitáv
el, somos pó, puro pó.