5 de dez de 2008

Minha primeira vez

Hoje tive minha primeira experiência com o mundo docente.
Não houve nada igual em minha vida até hoje, universo pararelo...
Simples e objetivos, como são diferentes de mim em minha infância, não julgo.
Foram horas que voaram e gostaria de partilhar com meu amigos o quão significativo foi este dia, este dia, agora.
Sorrisos e pedidos, energia e curiosidade!!!
Obrigada vida, por proporcionar-me tal oportunidade, trocar informações e aprender um pouco mais a cada dia, ensinando.

22 de nov de 2008

Saudades...

Garanto que o tempo que passei no trabalho árduo e cansativo foi válido e construtivo para a minha vida toda...
Sentirei saudades da patroa que faz rir e faz pirar, das coleguinhas... Não dos mau educados que eu atendo e das velhas instisfeitas!
Aprendi a abrir as portas e contar em milhões.
Obrigada

20 de nov de 2008

19 de nov de 2008

Babacuelísticas homenagens

Este pequeno acúmulo de letras que logo em seguida veremos, é fruto do tortuoso e dedicado trabalho de duas mentes “eruditas”, que na busca entusiástica por fotografar a semovente obra do querido autor “ Criador das pedras que chovem da árvore que come o sapo na lagoa da estrela...” criam inesperadas linhas poéticas de fundo emocional e crítico, mas de muito esforço intelectual! (comentário extremamente satírico)


“ Dar ao passarinho funções de não voar
Dar ao peixe-boi funções de não nadar
Dar ao cu funções de não cagar!”

Larissa e Cristiane

17 de nov de 2008

Soneto de tentativas

Um misto de silêncio e confusão interior
Não sei demonstrar ao menos a lágrima,
Sem pretender com ela algo inalcançável.
Vil parece o meu tormento.

Quando algo fica ao meu contento
Mesmo raro sendo este acontecimento
Implico as miudezas tornando-as castelos.
Tão grande chega ser meu egoísmo, nego.

Imagino-me perdedora antes do combate
Justo e complacente é estado de piedade?
Almejo descanso dessas dores tão latentes

Egoísta, sou de não conter minhas apatias.
Finjo gostar num sorriso forjado, desespero.
Sem encontrar alívio agora, escrevo.

11 de nov de 2008

Soneto de Camões

Passo por meus trabalhos tão isento
De sentimento, grande nem pequeno,
Que, só pela vontade com que peno,
Me fica Amor devendo mais tormento.

Mas vai-me Amor matando tanto a tento,
Temparando a triaga co veneno,
Que do penar a ordem desordeno,
Porque não mo consente o sofrimento.

Porém, se esta fineza o Amor sente,
E pagar-me meu mal com mal pretende,
Torna-me com prazer como ao sol neve.

Mas se me vê cos males tão contente,
Faz-se avaro da pena, porque entende
Que, quanto mais me paga, mais me deve

10 de nov de 2008

Ressaca

Se passeando pela insônia só consegui enxergar o medo,
durante o dia nem a luz que me irrita os olhos é capaz
de fazer ver qualquer mudança.
Tomando atitudes que julgo corretas, a partir de agora,
talvez esteja dando um passo maior que a perna...
Hoje é segunda-feira, ressaca do dia que não vivi,
que correu através do meu silêncio e terminou num ponto esquecido.

6 de nov de 2008

Sentimento tácito

Complicado,distorcido e incógnito, está em mim.
Surpresa que veio no sábado, sabor de ano novo.
O verde que se viu, transformou-se, hoje todas
as frutas já se tornaram sementes.
Sementes que prestes a doarem nova vida suplantam
minha inocência, já não tenho medo de escrever.
Um dia já tive.
Ouçam o que não sei dizer, leiam entre as linhas
do que se tornou história.
Procuro mudar a cor da palavra que servirá
de apoio para a transformação.
Não concluo nada, apenas vivo. Sou de alguém,
temos tempo ainda.
As músicas que embalaram meus sonhos, já não
emocionam mais, tenho novas velhas companhias.
Homenageio minha eternidade ao lado de quem
falou com meu coração, não desejando que a
paixão se perpetue, mas que este amor se
renove, vire filme...
Quando em frente aos mistérios, não gostar
de ter a brancura da sinceridade, mas a
cor ofuscante da realidade enfeitada.
Busco do outro lado do muro da ilusão
juvenil, digo que não seja arrepio, frio,
sim páginas escritas do âmago
que tornem a vida mais simples e os
sonhos mais ousados.

Bicho desregionalizado

Não quero falar de bicho, bem outros
já falaram.
Pra falar da minha terra quero citar o convívio.
A variedade, a amizade, o entardecer
ouvindo quem se ama.
Pra falar da minha terra, prefiro falar
de gente, dos que abrem um sorriso ao
dizer bom dia e infelizmente daqueles
que mal olham em seus olhos em sinal
de reciprocidade.
Da magia que se encontra num
desfazer de impressão, onde se afeiçoam
membros de todas as miscigenações.
Nas estrelas que encontrei no meu quintal
de minha nostalgia...
parece que onde achamos a felicidade
mora a surpresa, onde o mais ignóbil
vem a se tornar indispensável na rotina.
Quero falar que tenho saudade da rua
sem asfalto, da poeira e das pedras
molhadas.
Sinto que aqui possui o meu ser, não sei
dos bichos, mas tem muitos que podem
dizer.

Perfeição, onde?

Conceito de perfeição
Subjetividade que delira
Amplitude desmedida em nós.
Ponto de vista, do alto de lado,
construindo paralelos sobre realidade.
Vontade, busca por percebê-la
encontrando algum monte de beleza,
infinitos serão os contrapontos.
Acha-se infelicidade, fica-se só.
Acha-se confusão, dúvida, dor.
Não achas, somente procuras.
Contudo, está ao lado,
em apenas perceber a suavidade.
No ínfimo afeto das mãos,
no palpitar do coração.
Encontras na amizade, juntos.
Encontras na paz, sorrisos.
Achas, onde menos pensas.


Não temo não ser lembrada, temo não lembrar que posso ser ouvida.

Reformando minha palavra

Para eu respeitar o formato da palavra
Construindo-a ainda mais formosa,
Não compreendo regra objetiva
Ando nos sonhos descrevendo imagens
abstratas, tentando traduzir os
mundos que se entrelaçam em luas
que coem e pertubam ofuscantes.
Quero realizar a palavra!
Sem a pretensão de idealizar nada,
apreciá-la com sua simplicidade e
dividi-la em partículas encantadoras
que atravessem sua mente, meu eu e
os dicionários.
Para respeitar a palavra, continuarei
adorando sua instabilidade, conduzindo
o destino, aproveitando-me da intensidade
que alcanço em uma lágrima.
Sem receio de parecer insosso, meu
texto carregará desejo, intuição e feminilidade.
Indefinida ou implícita estará minha
cumplicidade com a amada
transcrição da irrealidade.

4 de nov de 2008

Paulo Leminski

NÃO TEM VAGA NEM LUGAR
Pra que me serve um negócio Que não cessa de bater? Mais me parece um relógio Que acaba de enlouquecer. Pra que é que eu quero quem chora, Se estou tão bem assim, E o vazio que vai lá fora Cai macio dentro de mim? A lua no cinema A lua foi ao cinema, passava um filme engraçado, a história de uma estrela que não tinha namorado. Não tinha porque era apenas uma estrela bem pequena, dessas que, quando apagam, ninguém vai dizer, que pena! Era uma estrela sozinha, ninguém olhava pra ela, e toda a luz que ela tinha cabia numa janela. A lua ficou tão triste com aquela história de amor que até hoje a lua insiste: - Amanheça, por favor!

Batendo na mesma tecla

Posso parecer redundante neste aspecto, mas sinto necessidade ao menos no meu espaço de exteriorizar o que anda me perturbando.
Mais uma vez fui para casa decepcionada com a maneira que vem a visão dos professores de valorizarem os alunos interessados em ingressar no mundo da escrita.
Pois ouvi: " É muito difícil escrever bem, poesia não é fácil..."
Claro que não, mas não no sentido que ninguém possa fazê-lo!
Acredito que o propósito do professor, classe a qual eu pertencerei em breve, tem que apoiar e valorizar quem pelo menos deseja colocar a cara a tapa.
Com perdão da palavra, fica uma retardada metida a pantaneira recitando um monte de passarinho e é o máximo que a Uniderp pode oferecer?Me poupe!
Essa opinião é minha na questão do incentivo, mas quanto a carência de apoio creio que seja geral.
São perguntas com respostas atravessadas sem contexto...
Agradeço a Cris, que ontem tentou de certa forma me ajudar a esclarecer certos pontos, mas como eu também ficou no vácuo...
Quero poder provar que não é monopolizando a atenção que este estado terá prestígio e nomes bons na literatura.

3 de nov de 2008

A realidade e a educação

Trabalhar com gente...
Difícil tarefa é agradar a todos, às vezes nem um bom dia respondem.
Abandonarei essa vida, prefiro viver de brisa a continuar vendendo "saúde".
Quando você serve subjetivamente empresta sua alma, pois fica obrigado a atender as necessidades mais implícitas .
Seu desejo para mim não é uma ordem, sua educação compra meu respeito e sem ela, lamento, serei apenas uma medíocre prestadora de "serviços".

Enquanto a inspiração não vem:Augusto dos anjos...

VERSOS ÍNTIMOS
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!

31 de out de 2008

Mais um final de semana

Como meus amigos já sabem estou com uma batalha séria na minha vida, meu irmão tem uma doença séria e cada dia vem sendo uma vitória, pois amanhece...
Estou desabafando pois hoje começa mais uma quimioterapia de algumas que vêm pela frente.
Final de semana ! Pra mim perde a graça.
Só peço que passe rápido e que todas sobrevivamos ...
Bom dia a todos.

29 de out de 2008

A tal poesia

Um dia lerei sobre aquilo que escrevo hoje
talvez não serei feliz por isso, mas sinto que devo
O reduto de meus anseios é interno e escasso ébrio.
De todas as rimas escolho versos desconexos
não contente, não deixo ninguém ler
Cabe a mim transformar essa confusão em plano
este fervor em criatividade.
Pinta lua e sol, estrela e amanhecer, não parece familiar
Tenho uma outra área ainda a descobrir
um ignóbil espaço de tempo...
Bom dia!
Nesta manhã calorosa, literalmente, estou com sono.
Ontem assisti Back to the Future II, e relembrei da minha infância...
O sono está em mim, mas continuo aqui, pra servir meus "doentes" e viver meu carma...
Às vezes parece bom. Não sei quanto mas parece... Álias, eu também sou hipocondriaca.
Os resumos e as resenhas vêm me cercando, não finalizo coisa alguma.
Daqui a pouco escreverei uma poesia que venha do fundo da alma, mas primeiramente:
Deixe-me acordar desse sonho.

28 de out de 2008

Os dias se estendem em um pouco de angústia e resquícios de esperança.
Quando a noite, o corpo cansado deita, vem por cima uma pressão voluptosa
pensamentos agressivos e revolta.
Cansado, o cérebro luta contra a dúvida que o assola, entre ele e o coração, imensidão.
Sigo me perguntando se valerá o esforço, sigo imaginando um pouco de tudo e fazendo nada de nada.
Cris, 28/10/2008

Bem vindos...

Ao mundo mágico de uma doentia compulsão. Escrever.