31 de out de 2009


Gostaria de postar aqui, hoje, minha satisfação por ter ganhado ontem, na Uniderp, o concurso de Contos realizado pelo Curso de Letras. O prêmio foi atribuído ao melhor conto no estilo Suspense. E se houver o interesse de alguém em lê-lo é só mandar o e-mail que eu envio. O nome do meu conto é Rio do silêncio.


Estou bem feliz!

30 de out de 2009

Todas as noites


Sinta o céu te cobrindo

Com jóias e pedras preciosas

Veja o caminho que a lua cortou

Pra você percorrê-lo...

Entre o espaço de um beijo

Respire, deseje mais

Não deixe a branca nuvem

tampar toda a luz dos seus olhos

Sinta o céu te cobrindo

Conte as estrelas no horizonte

Veja-as caindo cintilantes

Não perca a noite sagrada

Inebrie-se com o cheiro da madrugada!

29 de out de 2009

Numa viagem à feira Vicentina.


Entrei em um trem que passava vendendo indulgências

Comprei um passaporte falsificado para entrar no céu...

Meus ideais foram mudando em cada parada, via sinais

Como se cada pessoa comparasse seu sentimento ao fel.

Entre todas as pessoas que embarcavam no trem, filas

Filas de pensadores pagãos, feministas, revolucionárias

Capas de livros velhos voavam numa cortina de papel

Quem queria a liberdade? Quem entendia tantos sinais?

Muitas histórias iam sendo contadas, e Roma caía...dias.

O Diabo velho era o jovem anfitrião, atrás da capa azul

Fingindo mudar as leis, vendia os novos desejos, fantasias

Aniquilavam-se nos trilhos um a um os velhos eus, adeus!

23 de out de 2009

Come back


Se a viajar num sonho bom conquistar seu coração
Com as palavras todas ditas de forma confusa
Minhas pernas desmontando-se sobre o chão
O amor enlouquecendo duas almas coloridas
Sem chance de alguém impedir o momento
A intensidade do toque seria transcendental e ...
Sem detalhes a mais já que só apenas nos sonhos
Nada a mais, não são todas as noites que ganho
O presente divido de ter na minha boca quente
A saliva sagrada que sinto quando viajo insana
Entregue inteira sem capas e com luzes, e já
Acho que vou dormir pra ver se sonho, agora.

6 de out de 2009

Não teria dito

Não devia ter dito em nenhum momento que era quente,
Sob uma lua que aparece e brilha, refletindo o sol.
Poderia ter calado, sem pressa reservado um tempo, só.
As ruas que receberam o peso dos passos, passaram...

Jamais deveria ter contado para ti com minhas lágrimas,
Poderia ter guardado num frasco a dor que não comovia.
Palavras soltas ferem, pois vem de algum lugar existente
As marcas irremediáveis do remorso pintam quadros
Tristes imagens surreais criadas num eufemismo qualquer

São todos os desejos barrados nas secas passagens vocais
Sem música, apenas uma mente lancinante como essa dor
Preferia o frio que fazia na solidão confusa dos medos
Porque essa dor consciente e fina, marca aos poucos, mata.