6 de out de 2009

Não teria dito

Não devia ter dito em nenhum momento que era quente,
Sob uma lua que aparece e brilha, refletindo o sol.
Poderia ter calado, sem pressa reservado um tempo, só.
As ruas que receberam o peso dos passos, passaram...

Jamais deveria ter contado para ti com minhas lágrimas,
Poderia ter guardado num frasco a dor que não comovia.
Palavras soltas ferem, pois vem de algum lugar existente
As marcas irremediáveis do remorso pintam quadros
Tristes imagens surreais criadas num eufemismo qualquer

São todos os desejos barrados nas secas passagens vocais
Sem música, apenas uma mente lancinante como essa dor
Preferia o frio que fazia na solidão confusa dos medos
Porque essa dor consciente e fina, marca aos poucos, mata.

4 comentários:

  1. olá cristiane

    é sempre para mim uma delicia ler-te.

    teus poemas . teus textos sao ricos ..

    surrealistas.. mas de um grande conteudo......

    beijo......

    ResponderExcluir
  2. Consciência não é natural

    Porque é difícil o ser semente e voz
    mentimos na dor que o outro é que sente
    e qualquer coração que ainda bate por nós
    merece não importa que vida renitente

    E sabemos, no coração ou numa teoria banal
    ponto da mente, quanto custa nem a solidão
    nem demasiadamente insistir naquele não
    porque o sim é mais acima e nunca um final

    Visto-me com uma única palavra, Cristiane

    ResponderExcluir
  3. METAMORFOSE DE CONCEITOS
    A palavra amor
    sem mais nada
    nada
    nada mesmo, e sem mesmo
    o próprio nada

    E só precisará da palavra
    amor
    se acaso voce precisar
    porque mesmo sem significar
    significando o que eu estarei
    sempre, então
    estarei sempre por voce

    As palavras são quase tudo
    e tem aquelas até mais que tudo
    mas nunca serão tudo, tudo
    que ao que não significa o amor
    significa a palavra equilíbrio
    quando se pronuncia ou escreve
    a mais linda palavra: solidariedade

    ResponderExcluir