29 de out de 2009

Numa viagem à feira Vicentina.


Entrei em um trem que passava vendendo indulgências

Comprei um passaporte falsificado para entrar no céu...

Meus ideais foram mudando em cada parada, via sinais

Como se cada pessoa comparasse seu sentimento ao fel.

Entre todas as pessoas que embarcavam no trem, filas

Filas de pensadores pagãos, feministas, revolucionárias

Capas de livros velhos voavam numa cortina de papel

Quem queria a liberdade? Quem entendia tantos sinais?

Muitas histórias iam sendo contadas, e Roma caía...dias.

O Diabo velho era o jovem anfitrião, atrás da capa azul

Fingindo mudar as leis, vendia os novos desejos, fantasias

Aniquilavam-se nos trilhos um a um os velhos eus, adeus!

3 comentários:

  1. Gostei bastante, Cristiane! Texto muito bem construído!

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  2. Nossa cris... não conhecia sua essência poética. Você se expressa muito bem. Adorei

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