10 de nov de 2011

Mitologia pra galera

A história do primeiro fora do universo... literalmente!


Tinha um cara, o Adamastor. Garanhão, badboy, sempre metido em encrenca. O cara era forte pra cara@$#¨#$#¨... Numa de suas tantas tretas com Poseidon, saiu pra dar um role pelos mares pra descansar a cabeça e viu uma gatinha tomando um sol na beirada da praia, ela era muito linda, uma deusa, Tétis.

Foi então que Adamastor ficou de quatro po...r ela, chegou pra trocar ideia e se ferrou. Foi logo agarrando a mina, que o empurrou longe, com nojo dele... Disse que ele era mais feio que o capeta (Hades no caso) e parecia uma pedra, sem forma, dura, esquisita...

O machão chorou! A gata afundou no oceano.

A cortada que o mano levou foi tão federal que ele ficou perdidão, perdeu pro Poseidon duas vezes: a mulher e a guerra.

Zeus que era sádico pra caramba, transformou Adamastor numa montanha para que ele tivesse que assistir o casalzinho nadando juntinho pelos oceanos... Dureza!

Mas como o cara era casca grossa, mano das quebradas do Tártaro, ficou ali matando os navegantes e dando de presente pra Tétis (ele ainda pagava um pau doido pra ela!)... seu nome agora agora é o "Cabo das tormentas"... sabe como é né... dor de cotovelo vem de longe!

20 de set de 2011

Never give up!

Gamei! John Pitre é o cara... "Over population"

 
Vamos tentando acreditar nas vozes do destino
O bem O belo O intangível
Nas esquinas onde as esperanças se cruzam
Vale O sim, vale O não, valem O talvez e nunca
E nas veredas da injustiça, a busca interminável!

30 de ago de 2011

Velhas telas

John Pitre
                                                    Palavras velhas que envolvem poemas
                                                     Intitulando a lama que encobre o brio
                                                   Não são as metas e as metáforas e elas
                                                     Falta a vela, bela chama, falsa ideia,
                                                   Sob os ismos de nossos eus, que vão
                                                  na superfície insensível dos olhos cegos
                                                   A leitura é fria, fugaz, inépta e vaidosa
                                                     Intransigente, o rolo que rola e fecha
                                               A tela que não tem tinta, nem arte nem vida.
                                                                                              
                                                                                                                     Lida a poesia?


13 de ago de 2011

Seco sol


Beyond - John Pitre
Não sei a poesia das aventuras
O sol, ele entra seco e insinua
Que tudo lá fora é imaginação
Aqui dentro as ansias são puras

2 de ago de 2011

A história que não entra na sala

Penteio os sonhos enquanto eu falo
Com ouvidos desatentos resvalam
Nas palavras que buscam, embalo
Concluo que laicos estados matam


Os sonetos na marra vêm, os calo
Forças revolucionárias que faltam
Para que os versos saiam do solo
Distante dos paradigmas se calam


Faltam ainda no meandro cortado
Ensinamentos que fujam das leis
Colocado nas insidias e imputado


Estampado vem, diabo divulgado
Aquele que ri de seus reles fieis
Sem tempo falsa fé ganha o dado


é lá do Google
 

27 de jul de 2011

Ócio matinal

Barulhos na manhã me tiraram a calma

No vento ela volta devagar como nuvem

No silêncio de vozes eloquentes a alma,

As letras escritas lidas na tela não suprem,

Mas certa felicidade colorida embalam

Não tirei a foto

25 de jul de 2011

Sonhos nas caixas

Se acordar e ver que o sol nasceu,
Perceba que a realidade veio seca
Na noite funda em que sonho era
Viveu como chuva, abrindo portas
Com a força dos ventos e ilusões.
As caixas, os presentes, os vícios
Dissipados com a luz que atravessa
Concerto de sons tão ininteligíveis
São várias as chaves, qual a certa?


Nem há tempo atravessando a rua
Velhas páginas escritas estão cruas
Antes o que era só pretexto, pó.

Os velhos sonhos estão nas caixas.
Imagem captada arbitrariamente

18 de jul de 2011

Raiva imbele

Santa Segunda, e dizem "graças a Deus"!
O que salta da minha boca é xerostomia
O domingo rolou para debaixo do sol...
Refletido o rosto pálido, mínimos meatos
A raiva, o vento e a fumaça, depressão.
No panorama se vê a insanável angústia
_Espere a chuva, apague a vela.
Continue sob o sol, aceite a insanidade.


Imagem do Google

10 de jul de 2011

Wish you were here (Pink Floyd)/ Uma das letras mais inspiradoras e atordoantes ...

So,

So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?

The same old fears

Wish you were here


(Sorry, but I stole this picture.)
                                     

8 de jul de 2011

Notas rápidas

Matéria bruta para poesia,

Os sentimentos e a ideologia

A granada e a valentia

Velhos tormentos e alegrias.


5 de jul de 2011

Livre dança

Que dança é essa? Imagine só
O homem e sua amada mulher
E os truques que o fazem cair

Entre rodopios e beijos, voltas
Que ritmo doce encanta a bela
Nos passos ensaiados o sonho

O amor os envolve nesta dança
Enquanto a música sorrir e soar
Os corpos brilharão no salão.


3 de jul de 2011

Na noite fria , fog real e imaginário...

 http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-tips/city-photos/
Na reta convidativa eu vinha numa velocidade de pelo menos 100km/h. O vento frio entrava pelas frestas e meu rosto congelado não se movia. Quantas doses? Nem sei.
Na mente quase vazia, o caminho era automático. Gin, água tônica, gelados, mentolados
Só me lembro da sensação fugaz de medo, e o som dos ossos de minhas pernas se quebrando, o despedaçamento crucial daquele pedaço de corpo.
Fui muito longe. Talvez não houvesse dor, enquanto voava encontrando o asfalto, a luz da lua que eu não vi sublinhava minhas memórias.
Acordei com um medo, que cresceu instantaneamente, eu estava morto. O pior, eu estava consciente.

28 de jun de 2011

I take the blame

 I hid behind blue eyes, like a tear
They couldn´t hide my disappointment
Today stars shine less in our heart
We blame to each other by abandonment.


24 de jun de 2011

Sob os desejos II

Pensar que sobram dos deleites impensáveis...
Imagens, parecem pertencer às noites fugazes,
Todas elas vaidosas, inesquecíveis no tempo
Adivinha de onde é a imagem?

Vaidosas como as aréolas sugestivas, vivas,
Que se encantam e dançam pro beijo e toque

O peito e a carne tremem tímidos à meia luz
Como se fosse a primeira lua cheia por vista
Aquela que ilumina o olhar apaixonado e só.

Nem só de paixão vive o prazer, é julgável
Ele é adulterável, como todas as fantasias,
Todas as máscaras servem à orgia, ismos
Somos todos embebidos em alucinógenos

Corpos e desejos que alucinam, as camas.
Mantemos a mente enganada e tanto inerte
Os movimentos com mínimo planejamento 
O injetar da reciprocidade, cheiro lascivo

Tememos e clamamos o fim da festa enfim
Enquanto não vem o esperado gozo, gemidos

               Por favor, não deixe todas as luzes acesas...

22 de jun de 2011

Poesia não é verdade

                                                                                           (Foda-se a origem da imagem)

Deixo o próximo gole pra um dia lindo de chuva
Sob as faces as verdades, como a pipa ao vento,
Num dia em que o sol poente quis se esconder...
Sobram nas calçadas palavras a serem recolhidas
Lamento, tento, invento, grito e penso, verbalizar!
E onde foram parar os raios e as fotos, os versos?
E é devaneio sobre devaneio, com perda de rimas
São as anástrofes que embaralham as inferências?
Dentro dos hipérbatos ridículos que não vemos...
Não é dor, nem constrangimento, nem sinceridade
Cada verso uma partícula única de materialidade.

19 de jun de 2011

Sob os desejos I

Pensei em como descrever o desejo
Antes que abusasse de palavras sujas
Falar do calor que desprende o suor
Bocas buscando-se instintivamente
As línguas e o entrelace das pernas
Sentimentos despidos de segredos
A pele como órgão suscetível e ativo
E o gozo que não tarda no lábio macio,
Se fosse dizer dos gemidos, a ansia
De todas as mudanças que inundam
Daquilo que é e não é literal, só sexo
Retirando da sala o amor, extase só.
Qual a palavra que te excita ao escutar?
Fuder
Trepar
Amar?
E só depois que a luz e o cigarro acenderem
Entender que no deleite, o dito e fantasiado
Definem quem somos apenas sob lençóis.


15 de jun de 2011

Ensinar - mentos

Os ensinamentos transmitidos, desprezados.
As letras corrigidas com coração partido, tormentos...
Não existem mais medos em almas jovens, sofrimento
Permita-me que eu recuse tal existência, não sendo
Insisto em lavar as mãos, e pendo sem paciência!
Apenas Cumprimentos. 


“Attempting the Impossible” Renè Magritte

14 de jun de 2011

Não tenha medo

( Imagem em www.lutherangrilledcheese.net)


Palavras não precisam de explicação

As guerras nunca são plausíveis

Os medos vêm e vão na inspiração

Usadas as metáforas que são críveis.



5 de jun de 2011

A vaquinha não foi à India, ainda.

(Imagem by: Só pode ser do Google!)







Andava donzela pelo pasto de Auschwitz


À hora inesperada em que o som vira dor


Procurava com a amargura do cárcere


O sonho encantado do amor, ao longe ia...


Era vaca, era carne, alimento nazista


Sua ideia mudava nas batidas latidas


Incompreensível aos homens, rumina


Acabaria indo para India, livrar-se só.


Submersa no poço da psicose humana


Sem nome, sem chance, só esperança


Nenhum desenho fora feito para ela


Do elegante sonho restaram só versos


Passado próximo era prosa, Crianças!


Presente trágico nenhuma aliança


Futuro incógnito, sem lembranças...


E a vaquinha vai para: O Brejo!

11 de abr de 2011

Only you...

Pode atirar a pedra que está no seu bolso. Estou aqui, plena Madalena, ciente daquele erro, mergulhada na ansiedade. Aqueles sempre repetidos enganos, já nem te mereço... Chore, grite e me mate. Não me deixe! Pise na grama verde, reconheça que sou seu chão. Beba no meu copo, verta meus segredos.

6 de abr de 2011

Nas últimas gotas



Dentro dos eventos, é desconserto


Busca pela verdade jogada, erros


Não há verdade maior, protesto


Visto que não somos perfeitos


Uma dor vem dentro do peito


A velha angústia dos poetas


No sonho sua ingratidão


Em minhas mãos o pó


Histórias inacabadas


Choro no silêncio


Impotente sou


Não se pede


Nem mede


Um amor.


10 de mar de 2011

Notas de traduções implícitas da leitura necessária




Somos eu, você e realidade lá fora. Lendo estou aqui, mantendo internamente aquilo que a sociedade me toma nos hiperônimos amplos, que cercam e derradeiam minha singularidade, pessoas, homens, mulheres...



Mantenho minha individualidade, esquecendo que assim como nas traduções, uma palavra pode tornar-se duas, assim como duas podem ser suprimidas e assim anuladas num todo. Num contexto geral podemos estar sendo suprimidos, mas sejamos assim como as palavras insubstituíveis, ou como aquelas que de tão intraduzíveis necessitam de uma expressão que as tente desvendar. Ou seja, sejamos.



Uma mente que busca, não deixa a latente concepção da globalização engolir seus anseios, apenas o colocando como mero coadjuvante no âmbito comercial do que vem se tornando as ideias.



Vamos lendo o fútil como alimento do tempo, lendo o essencial como alimento da mente e o complexo para alimento da alma.



Vivamos!

4 de mar de 2011

Sem alianças

A crônica lida na fútil revista revela:
Há aqueles que não querem compromisso, e há ainda sinais para reconhecê-los.
Ledo engano, tais escolhas independem de regras.
No rules...
Não reconheço marcas em meus dedos.

30 de jan de 2011

Uma ponte

Chega de esperar o passo ser dado pela alma ao lado.
Atravessarei sozinha pela suspensão dos desejos que erguem-me.
Nada de amassar os escritos, alguém há de lê-los, ao menos dirigir-lhes os olhos.
Não deixar de amar, me entregarei de corpo inteiro nem que seja por um dia, ou pela vida toda.
Ouvir mais aquilo que grita na mente, correr em direção àquela montanha, que me espera desde sempre e que eu desprezava pela temida distância.
Nego-me a negar-me. Sim para essa vida que clama lá fora.
Beijarei tua boca meu amor, enquanto fores meu hoje, e amanhã sorrirei pela lembrança de ter dormido ao seu lado, e de todas as quentes noites que tivera me proporcionado.
Aumentarei meu nível de criatividade à medida que der crédito a minha vaidade, que urge, empacada numa falsa ideia autocrítica.
Mencionei que viajarei o mundo?
Pois bem, ele, o mundo, me conhecerá. Todas as terras frias, as areais quentes, as gramas molhadas e os parques vazios. Todos sentirão meus pés firmes marcando a entrada de uma travessia.
Estou na travessia dessa ponte, com a cabeça fervente de esperança, sem egoísmo ou rancor, levarei na minha bagagem todos aqueles que me marcaram com amor. E sempre serei grata pelo ontem, pois ele me ensinou a ser quem sou.
Chegarei em breve, mas não deixarei de levar comigo quem realmente tem valor.
Irei em breve, mas ao enriquecer de vida meus pulmões, trarei de volta a realização de uma vida, que valerá para sempre, como todas as despedidas.

5 de jan de 2011

Pelas escolhas

Não interessa se é primavera ou inverno, não há mais aquela beleza nas estações.
Você dizendo que era cedo demais, e o mundo caindo sobre mim, não era nada mais além de inquietação.
Não há mais o que esperar pela janela, os seus olhos azuis não estão a me esperar do outro lado, nem nada.
O que o sorriso doce do meu medo me diz, que ele é mais forte, que minha força e a tal coragem são displicentes, que minha casa é de vidro, quebrado em pedaços.
Não interessa se verão ou outono, quem passa lá fora é uma chuva sem graça, quem anda aqui dentro é a indefectível ansiedade. E como oxidam minhas células, numa turbulenta variação que parte da dor e que passeia pelo entusiasmo utópico de um país gelado qualquer...
E você me avisou, e tudo foi assim, sem mais explicações.
Criar uma redoma não me facilita, correr em direção ao sol não me satisfaz, ter o ouro e a prata não me incitam a ambição, cantar sob a lua cheia não soa confortante. E foi a minha escolha, e se eu acreditasse em destino, sorte ou deus, resolveria?
Pelo que me consta, hoje aqui, sou apenas eu.