28 de jun de 2011

I take the blame

 I hid behind blue eyes, like a tear
They couldn´t hide my disappointment
Today stars shine less in our heart
We blame to each other by abandonment.


24 de jun de 2011

Sob os desejos II

Pensar que sobram dos deleites impensáveis...
Imagens, parecem pertencer às noites fugazes,
Todas elas vaidosas, inesquecíveis no tempo
Adivinha de onde é a imagem?

Vaidosas como as aréolas sugestivas, vivas,
Que se encantam e dançam pro beijo e toque

O peito e a carne tremem tímidos à meia luz
Como se fosse a primeira lua cheia por vista
Aquela que ilumina o olhar apaixonado e só.

Nem só de paixão vive o prazer, é julgável
Ele é adulterável, como todas as fantasias,
Todas as máscaras servem à orgia, ismos
Somos todos embebidos em alucinógenos

Corpos e desejos que alucinam, as camas.
Mantemos a mente enganada e tanto inerte
Os movimentos com mínimo planejamento 
O injetar da reciprocidade, cheiro lascivo

Tememos e clamamos o fim da festa enfim
Enquanto não vem o esperado gozo, gemidos

               Por favor, não deixe todas as luzes acesas...

22 de jun de 2011

Poesia não é verdade

                                                                                           (Foda-se a origem da imagem)

Deixo o próximo gole pra um dia lindo de chuva
Sob as faces as verdades, como a pipa ao vento,
Num dia em que o sol poente quis se esconder...
Sobram nas calçadas palavras a serem recolhidas
Lamento, tento, invento, grito e penso, verbalizar!
E onde foram parar os raios e as fotos, os versos?
E é devaneio sobre devaneio, com perda de rimas
São as anástrofes que embaralham as inferências?
Dentro dos hipérbatos ridículos que não vemos...
Não é dor, nem constrangimento, nem sinceridade
Cada verso uma partícula única de materialidade.

19 de jun de 2011

Sob os desejos I

Pensei em como descrever o desejo
Antes que abusasse de palavras sujas
Falar do calor que desprende o suor
Bocas buscando-se instintivamente
As línguas e o entrelace das pernas
Sentimentos despidos de segredos
A pele como órgão suscetível e ativo
E o gozo que não tarda no lábio macio,
Se fosse dizer dos gemidos, a ansia
De todas as mudanças que inundam
Daquilo que é e não é literal, só sexo
Retirando da sala o amor, extase só.
Qual a palavra que te excita ao escutar?
Fuder
Trepar
Amar?
E só depois que a luz e o cigarro acenderem
Entender que no deleite, o dito e fantasiado
Definem quem somos apenas sob lençóis.


15 de jun de 2011

Ensinar - mentos

Os ensinamentos transmitidos, desprezados.
As letras corrigidas com coração partido, tormentos...
Não existem mais medos em almas jovens, sofrimento
Permita-me que eu recuse tal existência, não sendo
Insisto em lavar as mãos, e pendo sem paciência!
Apenas Cumprimentos. 


“Attempting the Impossible” Renè Magritte

14 de jun de 2011

Não tenha medo

( Imagem em www.lutherangrilledcheese.net)


Palavras não precisam de explicação

As guerras nunca são plausíveis

Os medos vêm e vão na inspiração

Usadas as metáforas que são críveis.



5 de jun de 2011

A vaquinha não foi à India, ainda.

(Imagem by: Só pode ser do Google!)







Andava donzela pelo pasto de Auschwitz


À hora inesperada em que o som vira dor


Procurava com a amargura do cárcere


O sonho encantado do amor, ao longe ia...


Era vaca, era carne, alimento nazista


Sua ideia mudava nas batidas latidas


Incompreensível aos homens, rumina


Acabaria indo para India, livrar-se só.


Submersa no poço da psicose humana


Sem nome, sem chance, só esperança


Nenhum desenho fora feito para ela


Do elegante sonho restaram só versos


Passado próximo era prosa, Crianças!


Presente trágico nenhuma aliança


Futuro incógnito, sem lembranças...


E a vaquinha vai para: O Brejo!