22 de jun de 2011

Poesia não é verdade

                                                                                           (Foda-se a origem da imagem)

Deixo o próximo gole pra um dia lindo de chuva
Sob as faces as verdades, como a pipa ao vento,
Num dia em que o sol poente quis se esconder...
Sobram nas calçadas palavras a serem recolhidas
Lamento, tento, invento, grito e penso, verbalizar!
E onde foram parar os raios e as fotos, os versos?
E é devaneio sobre devaneio, com perda de rimas
São as anástrofes que embaralham as inferências?
Dentro dos hipérbatos ridículos que não vemos...
Não é dor, nem constrangimento, nem sinceridade
Cada verso uma partícula única de materialidade.

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