5 de jun de 2011

A vaquinha não foi à India, ainda.

(Imagem by: Só pode ser do Google!)







Andava donzela pelo pasto de Auschwitz


À hora inesperada em que o som vira dor


Procurava com a amargura do cárcere


O sonho encantado do amor, ao longe ia...


Era vaca, era carne, alimento nazista


Sua ideia mudava nas batidas latidas


Incompreensível aos homens, rumina


Acabaria indo para India, livrar-se só.


Submersa no poço da psicose humana


Sem nome, sem chance, só esperança


Nenhum desenho fora feito para ela


Do elegante sonho restaram só versos


Passado próximo era prosa, Crianças!


Presente trágico nenhuma aliança


Futuro incógnito, sem lembranças...


E a vaquinha vai para: O Brejo!

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