5 de jan de 2011

Pelas escolhas

Não interessa se é primavera ou inverno, não há mais aquela beleza nas estações.
Você dizendo que era cedo demais, e o mundo caindo sobre mim, não era nada mais além de inquietação.
Não há mais o que esperar pela janela, os seus olhos azuis não estão a me esperar do outro lado, nem nada.
O que o sorriso doce do meu medo me diz, que ele é mais forte, que minha força e a tal coragem são displicentes, que minha casa é de vidro, quebrado em pedaços.
Não interessa se verão ou outono, quem passa lá fora é uma chuva sem graça, quem anda aqui dentro é a indefectível ansiedade. E como oxidam minhas células, numa turbulenta variação que parte da dor e que passeia pelo entusiasmo utópico de um país gelado qualquer...
E você me avisou, e tudo foi assim, sem mais explicações.
Criar uma redoma não me facilita, correr em direção ao sol não me satisfaz, ter o ouro e a prata não me incitam a ambição, cantar sob a lua cheia não soa confortante. E foi a minha escolha, e se eu acreditasse em destino, sorte ou deus, resolveria?
Pelo que me consta, hoje aqui, sou apenas eu.

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