3 de fev de 2009

Mistério particular


Vivo tentando falar sobre o que não entendo

Não assuntos específicos, dos quais realmente não entendo

Procuro explicar o que por dentro queima, sem sucesso

Por vezes reparo redundância, em tempos músicas repetidas

Já escrevi músicas, mas não tenho som pra elas, e pras que tenho...

Sempre sentimental demais ou abstrato demais

O certo é que contemplando as estrelas que vejo, sinto algo

Inenarrável, incompreensível... Dor e fascínio.

Quero entender mais e mais, as horas e o que cerca o tempo

Me intimido com a grandeza do inexplicável, surtada volto.

Mesmo que eu não avance nessa linha, valeu a noite iluminada.

4 comentários:

  1. Me pareces uma menina
    Debruçada sobre a janela
    Vendo passar diante dela
    Um mundo que aquece e anima...

    Mesmo se o vento do sul
    Os cabelos negros esvoaça
    E a camiseta azul
    Com seu braço frio enlaça.

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  2. A NOITE ILUMINADA SEMPRE VALE... e MESMO QUE FALTE QUALQUER EXPLICAÇÃO, O CÉU CHEIO DE ESTRELAS JÁ VALE A PENA.

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  3. apesar de nada entender, tudo se entende com o passar do tempo.

    As músicas que há de escrever, ainda com o tempo, melodias aparecem.

    o abstrato e o sentimental são como longe e perto, não dá pra medir.


    parabéns pelo post, gostei demais.

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