13 de nov de 2013

Sem cronicidade na "tragicidade"

Talvez se houvesse coragem eu já teria desistido de tudo. Mas de tudo o quê? Se nem sei o que tenho e pelo que luto, ou se mesmo luto.
O que tento transmitir é real e, realmente, desejo o bem de muitos.
Mas quão surreal é a hora em que estou sozinha, perdida em meus fluxos de pensamentos egocêntricos que só enxeram a dor lancinante que sempre tomou conta de uma parte de mim. Isso é tão íntimo que nem deveria estar aqui. Pois bem, palavras que talvez não lidas sejam facilmente descartadas.
Um vazio se abre amargando um pedaço de mim e sei que passa, mas agora não passa, agora ecoa uma sirene, várias sirenes em minha mente.
Comparo à sensação não explicável de olhar para o céu estrelado, que mesmo sendo clichê é algo extraordinário. A grandiosidade dos mistérios que se distanciam a cada dia de serem elucidados, dentro do brilho de cada estrela. O ofuscante medo de saber que jamais iremos entendê-las. E os porquês que se fazem tão absurdos quando se olha a tão imensurável imensidão.
Quero o destino dos louvados, quero a discrição dos sábios, quero a luz e o poder, quero nada ser e nada ter.
E não encontro sentido algum nesses paradoxos, voo longe das minhas atribuições tentando achar uma grandeza que me caiba.
Palavras, achadas e perdidas, permeiam meus livros imaginários, que de nunca escritos tornaram-se impraticáveis. Por que tamanha prolixidade? Procrastinação e preguiça são meus outros nomes...
Sem os desabafos, "autodesabafos", minha rotina seria mais entristecida. Pois tento, ainda, achar razões de manter uma vontade ligada e partilhar com algumas pessoas o meu dia a dia.
Esqueçamos o que foi lido. Queimemos os papéis não impressos.

2 comentários:

  1. Para um espirito refinado de reflexão como você provavelmente não lhe é suficiente a mesmice e os pensamentos rasos daqueles que geralmente preenchem o nosso dia a dia.
    É quase como uma agressão... só que pior... pois geralmente para se amenizar um pouco a dor temos que descer "o nível" e sermos "normais"
    A preguiça de se ver levantar todos os dias sendo os mesmos que éramos ha época de certa forma confirma a estreiteza de nossos destinos.

    O vazio é ser eternamente o mesmo
    Sair do próprio eu é talvez um dos sonhos mais inteligentes que uma pessoa possa ter.

    PS: (livros imaginários são necessários! onde mais se aceitaria tanta razão?)
    Continue escrevendo e não queime nada antes de eu ler... rs

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  2. Agradeço a atenção de tentar observar a mensagem implícita, tentarei continuar mantendo as páginas intactas.

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