5 de nov de 2009

Diga-me a verdade


Existe esse amor? Ele perguntou.
Indignada com a pergunta retórica ela exclamou:
_ Não foram suficientes esses milhares de quilômetros percorridos para te provar?
Como uma onda de uma de suas músicas era aquele avassalador sentimento, não parecia apenas utopia e nem auto-afirmação do ego para ela.
O silêncio permaneceu por alguns intantes até romper uma palavra:
_ Fascinação!
Esse foi o grito desprendido que revelava um pouco de tudo o que eram aqueles vários sentimentos que cercavam a alma confusa da moça.
_ E a tal poesia? Onde está além de dentro dos seus olhos?
_ Num papel amassado que já fora lido e relido.
_ Mostre-me suas palavras escritas, quero ver se condizem com suas atitudes passionais.
Fria por ter contestada sua paixão, tirou do bolso o velho pedaço de folha e foi lendo em voz alta:
_ Num dia quente pedi a chuva para lavar a dor da sua velha ausência, permanente vazio que paira nos meus intervalos doentis...
_ Pare! Não entendo dos seus ais!
A dificuldade de entendimento ultrapassou os limites da sabedoria inerente àquela alma. Os idiomas se misturando não clarearam o diálogo.
_ Cale a boca e me beija!
_ Se o que eu sinto não for real acordarei deste sonho agora.
E sem mais nenhum suspiro as bocas se uniram; quentes línguas se misturando...
O relógio desperta e são sete horas da manhã.

Um comentário:

  1. q FOFO.
    ROMANTISMO PURO.
    DEVERIA GANAHR UM PREMIO TBM CRIS
    UMA ÓTICA LINDA E SURPREENDENTE DE CONQUISTA
    ...
    enfim..
    aah hoje é dia do hoteleiro...
    hoje ao invés de dar gorgetas ...dê os parabens...
    é bm mais baarato. *-*
    abraços
    ótima semana e obrigado por visitar meu humilde blog.

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