17 de fev de 2010

A hora de parar?



Vejo pela clareza não tão limpa que preciso ir
O mundo para mim tornou-se de apenas 500m
Uma ida e uma vinda, uma vez ao dia e basta
Meus sorrisos parcos, soam ferozes e indignos
Minha ignominiosa crença é como o adjetivo
Aqueles que me amam já não me suportam
Palavras débeis saem de meus lábios frios
Queiram entender minha dor, ou não por fim.
Não crer na fé não é abdicar Deus na essência
Temo ter que trancar mais portas, mais umas
Receio não saber mais os verbos, estagnar
Não faço poesia há tempos, será que posso voltar?

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