9 de fev de 2013

Não escreva mais um livro

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Saudade daquelas coisas que ainda não vi, porque a pureza daquilo que é amargo ainda respira dentro de mim. E se são palavras tortas, onde eu alcançaria a retidão das minhas ideias? O mundo mergulhado no caos e todos fingem não ver, fechamos os olhos ou usamos lentes transformadoras. Os dias são curtos, a hora é derradeira, e não é da morte. Sob telhados quebrados, corpos e almas enegrecidas se molham com a chuva fria implacável... Numa outra esquina, animais, pequenos seres, com vida e dor, molham-se sob a mesma chuva, ácida, não quimicamente, seletivamente ácida.
Não somos nada, e ainda que encontrássemos motivos para crer que somos, seríamos ainda menos por não perceber o egoísmo de tal pensamento. Não há rima, sem poesia e sorriso. A vida dos felizes são teatros engendrados em ignorância, não a violenta, a ignorância da verdade, que se mostra abertamente pelo mundo, mas que para muitos ainda é escondida sob os livros. 
Leia e seja inconformado, leia e descubra: ser feliz não é uma realidade, ser feliz é escolha efêmera.

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