21 de abr de 2014

No meio da tempestade

Sinto-me num enredo antigo, clichê até... não semelhante a Capitu, mas como o Casmurro que em sua narrativa para o espelho, vê apenas o que quer, aquilo que imagina, sofre por si mesmo. Embalada pela música que tem o som da morte, deliciosamente providencial, ao som de Beirut, saudando as mágoas, perdendo e ganhando medos.

Mesmo tendo nas mãos a chance de recomeçar, o coração partido e meio vivo bate vagarosamente, pede minha alma que meus pesadelos não se tornem mais realidade. Volta tempo, volta!

E quando a música acabar e já não estiver entorpecida de sua emoção, volta a cruel realidade, quem dera Machadiana, quem dera criada por minhas próprias alucinações...


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