Venha e Leia-me

Vens, amiúde, com seus temperos amargos
Pensando talvez que podes fazer diferente
Ela, na natureza inquieta do seu ser ímpar
Sente-se mofina ao olhar o ser no espelho

O gosto que ficou do medo do mundo
A chuva que passou fina, sem cheiros
O látego recebido, nos eternos anseios

O que é a poesia sem pensar no TU?
Fechadas as angústias viram palavras
Hiperbólicas, arrastadas, enfeitadas...

Vens, para que o teu mais leve erro
Seja justificado no tempo, ou mais...
Para que guardemos nas palavras
Apenas, sempre,
todo desespero.

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