11 de nov de 2016

Não tem amanhã para a verdade

No caminho em que meus pés não tocam, vejo longe a lua
A metade não iluminada guarda o que foi minha vida e a tua
Somos talvez a imagem do sonho de alguém, talvez um medo
Sob os pés o frio da terra que será enfim o fim de todo tempo

Pra que a pressa? Não vá antes do sol nascer, quero ver a luz no seu rosto
Vamos falar de coisas velhas, filmes estranhos com a música certa
Não tentei todos os truques, nem sorri com a intenção de merecer
Preciso desse gole de utopia, pra um sabor de otimismo tolo

Uma canção que me lembra que o mundo anda tão complicado
Então quero fazer tudo por você, nessa noite derradeira
Fala o que teu corpo sente, deixa eu encher teu copo
Assim te vejo saindo dessa realidade, ficando mais inteira

Vem aqui nos meus braços, apenas respiramos
Se quiser chorar eu ouço seus tormentos
Se for pra rir, algumas piadas novas eu invento

Só não tenha pressa! Teu cabelo bagunçado tem beleza
Deixa a terra seca, esquece que há maldade e avareza
Vou falar tudo que deveria ter dito e que não tenho certeza
Todos substantivos abstratos, histórias sem nenhuma tristeza.






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