18 de mai de 2009

Como mostrar meus amores


Eu não sei mostrar o meu amor
um sorriso apagado não declara
aprisionado no canto da boca,
não revela alguma face da alma.


Não sei mostrar mas amo, e tanto.
Enganos, certezas, me faltam verbos,
a expressão se contrai no coração;
O abraço escasso é desejado e raro.


O brilho do olhar quando aceso queima,
transborda-se em lágrimas sentidas.
Toda afronta que necessita fé, afugenta;
divido meus desejos e me doo inteira,
confusa nos detalhes me retraio.


Sou flores e perfumes, medo e afeição
preciso fazer uma tela desse amor...
O fraternal, o carnal, animal.
Todos eles são em mim um chão,
porém das portas do templo saem lentos,
os adendos que exprimem meu perdão.


Sou céu e borracha, emudeço meus elogios
sinto até doer , e como dói esse amar.
Sofro nas tentativas de mostrar que valem,
encoberto de mantos cinzas, meu pão.

O alimento que ofereço é minha vida
se eu te amo hoje e aqui eu tento,
alcançar-te nos sentires não nos falares.


3 comentários:

  1. Que bonito, Cristiane. "O alimento que ofereço é minha vida", forte, poético. Beijo.

    PS: E a operação, correu bem,?

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  2. Entregas o pão (e, provavelmente, o vinho)... Isso não é amor, é Amor.

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  3. body and soul...
    o amor perfeito
    abs,

    Gustavo

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