13 de mai de 2009

Uma leitura cega

Deslocada, posta num ambiente e sentindo-me fora dele;
nas calçadas cheias não ando pela gente, fugindo de tudo,
abaladas perspectivas, não por influências externas
há um alienamento interior de tudo o que é futuro.

Quando procuro, imediatamente me interrompo
um sofrimento lento, desmotivado e não aparente.
Uma leitura cega desse mundo novo, inapetência;
grandes homens permaneceram por insistência
mas meu eu mais obscuro pede a demissão...

Primeiro a euforia, após o silêncio que corrói
meus primeiros erros foram decisivos e vis
frases vão se encurtando cada vez mais, decepção.
Quais seriam as glórias de uma alma mais eficaz?
Prendi meus dedos nas portas do castelo medieval

Nada é novo e mesmo agora aqui tentando, paro
sou redundante semanticamente, lexicalmente...
Enfim, uma barreira pessoal imposta sem data
Um calabouço aberto, mas acho não ter a chave.

3 comentários:

  1. num caminho pleno de obstáculos... o único estímulo é saber que a mente é sempre uma desarvorada.

    sujeito lírico, você é capaz!

    amém!

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  2. Gostei, Cristiane. Leva a pensar. Às vezes temos as vhaves, mas não servem pra nada. O calabouço é mais embaixo. beijos.

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