26 de jan de 2009

No trânsito caótico

Embora o trânsito seja movimentado, em ruas de mão dupla
sonoridade irritante, consigo me perder.
Talvez no meio da multidão, tantando achar qualquer caminho.

Tenho medo das batidas, as luzes são ofuscantes demais,
não é possível atravessar a rua.
Contemplo um sentimento implícito atrás do muro.

A desídia alastrada no poder superior é o que queima,
tonteia, e transporta-nos sempre ao perímetro interditado
Quisera eu? Pois ali sempre estava.

São poucas as respostas concretas quando sigo este préstito
Pareço alcoolizada e com uma arma na mão.
O medo chega pelos pés, sobe arrepiando, inebriando a alma
corrompendo-me eficaz.

Fecho as portas, comigo só vou eu, pertinaz na busca do feérico.
Meu eu confuso, indubitavelmente atravessado.
Para onde ir? Olho para os dois lados e para um buraco
Logo virá alguém com arma mais forte, abatendo o que restou.

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