13 de abr de 2009

À bela Mariana

Bela promessa de mulher era ela, infortuno destino
no meio de dois irmãos, ostentava imagem de beleza
mas ganância e egoísmo levariam-na ao desespero.
Uma clausura seria seu destino, ainda inconsciente
Sua pueril idade não foi impedimento para sua anulação
Vieram os anos atrás de grades hipócritas ditas divinas
foi crescendo à beira de livros que só a alimentariam...
Sua prisão seria eterna, mal soubera ela
Através dos medos chorava com sua mãe, a falta do mundo,
a solidão era rodeada de luxo e mentiras, mulheres vazias.
Não fora a mocinha salva, beirava tragédias Shekspearianas
Nas mesmas grades do sofrimento viria o olhar de amor
esses olhas a tirariam de sua cúpula sangrando, vida
Breve vida feliz, entre noites de luxúria e vinhos
Seu soldado a iludiria, lhe envolveria num mar de ilusões
Pobre menina, uma vítima dos mais nobres sentimentos
Trancada para sempre, pensara na morte como auxílio
desencorajou-se em esperanças desencartadas
sofrera descomunalmente, padecera em suas cartas
Uma a uma enviadas pelo amado irmão, destino: Posteridade
Da veracidade da história ainda surgem divergências
mas há uma certeza, o homem pode ser monstruoso
a vida pode ser bela, mas o destino é sempre incerto.

2 comentários:

  1. o destino é uma doce fatalidade!
    saludos pra ti, Cristiane.
    Anita.

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  2. Buenisimo, me gusta mucho, sentimientos y claridad.

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