4 de abr de 2009

Uma tarde inventada


Eu gostaria de desvendar da pétala mais vermelha, o sentido da rosa
cultuar a imensidão do universo reportando à minha própria insignificância
fazer versos simples e curtos, pesados somente de palavras contundentes
gostaria de ter o perfume imaginado, espalhado no lençol dos meus desejos.

Eu gostaria de não me repetir nos sôfregos momentos de inaptidão
sentar sob uma grande árvore com lápis e papel em mãos, suavemente...
Partilhados conosco o céu e o sol, num dia qualquer de primavera quente
com um horizonte revelado nosso, numa corrente de pensamentos

Eu gostaria de criar a mais bela música já ouvida, eu a letra, você a melodia
a melodia da rosa mais linda, aquela que nunca foi vista, apenas descrita
saborear dos prazeres carnais, tendo os batimentos acelerados e mistérios
acreditar que não é impossível chegar tão longe, mesmo no próprio quintal

Queria fazer o "enjambement" dos versos, com o mel mais doce do planeta
e adoçar seu sorriso real, de maneira a sorrir junto com sua boca, sua alma
e conhecer o que não é limitado, fazer uma lista de desejos íntimos semelhantes
fazer da vida uma linda história inacreditável, vivê-la e registrá-la, sob a sombra...


3 comentários:

  1. crônica poética?

    poema crônico?

    dúvida assíncrona...

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  2. Um texto poético rico em significados e desejos. Bj

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  3. semelhança interpretativa com pensamentos teus na realidade, lindo,bjo!

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