4 de abr de 2009

Cinzas perpétuas


Queimem todas as minhas palavras
aquelas que não signifiquem nada
mesmo assim garanto serão eternizadas
pelo vento, poeira que leva ao infinito

Mesmo se hoje elas não valham inspiração
nenhum suspiro negativo calará meu amor
os versos do meu âmago atravessaram o mar
chegarão aos olhos de alguém de outra geração

Nenhum soneto antigo, nem um poema moderno
A contradição dos teus pensamentos eu sei bem
não há necessidade de me atirar pela janela hoje.
Talvez não atirarei pedras amanhã, só brilho...

No universo vagarão minhas letras preenchidas
nas cinzas da ira alheia, jamais serei vil
Os rastros se espalharão, e minha noite em claro
será válida para uma alma moderna, nem tão severa!



5 comentários:

  1. Então, "Nenhum soneto antigo" nem palavra. Tudo se cala.

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  2. "Queimem todas as minhas palavras
    aquelas que não signifiquem nada
    mesmo assim garanto serão eternizadas
    pelo vento, poeira que leva ao infinito" que beleza de versos, o início harmoniza-se com o poema inteiro. Um belo poema, Cristiane, que faz pensar as palavras. Bj

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  3. "Mesmo se hoje elas não valham inspiração
    nenhum suspiro negativo calará meu amor"

    versos cheios de inspiração!
    bonito poema.
    saludos pra ti,
    Anita.

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  4. Seu texto me faz pensar na modificação... Respiramos a modificação da vida, e seremos respirados um dia.
    Ótimo Poema !

    Beijão.

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  5. "Queimem todas as minhas palavras
    aquelas que não signifiquem nada"

    Gostei.

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