29 de mar de 2009

Do anacronismo à loucura


Certa vez senti minha alma com 80 anos como se tivesse vivido tudo
sensação que estava perdida em fatos que aconteceram que não vi
tentativa de entendê-los me perdi e dormi
várias luas no céu, um avião caindo ou estrelas em mim
Como em outra ocasião, tive o olhar repetido de uma cena nova
que mostrava o sol...
Um sonho qualquer em que entrei sem adormecer
sem perceber acordara.

Não há explicações para textos sem ínicio meio e fim, como aqui
Explicar sinônimos, contar os fenômenos, desligar a luz
que não foi apagada, na madrugada...
Um silêncio que só faz ouvir as músicas erradas

São vultos de pessoas desconhecidas que atacam a mente
que se debilita no tempo, parecendo inconsciente
Poderes indomináveis como água, ebulição permanente
A porta do sonho foi aberta, uma vez nele, não se pode voltar
fica a dúvida:Quando foi e onde foi que eu errei?


Pra perceber se isso aconteceu preciso recuperar a lucidez escondida...
Dentro de um livro ou numa banheira de água fria.
Abstrata é a palavra que define, então não a escreveirei
rabiscarei num papel do futuro ou papel do passado...
Algo que ainda virará filme.

9 comentários:

  1. Lindas palavras Cris, vc é um xemplo pra mim sabia, amo vc....

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  2. Hermoso poema! "Una vez sentí mi alma como de 80 años, como si hubiese vivido todo..."
    yo también me he sentido viejo,he sentido mis huesos crugir, tal como crugen las hojas de otoño.

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  3. Sentir a alma com 80 anos...
    Talvez a alma não tenha a noção de tempo que a matéria dita. Acho que por isso tem-se a sensação de se perder em fatos que não vemos, afinal, o que tem de coisas acontecendo ao mesmo tempo, de alguma forma creio que tudo esteja interligado, e a energia de cada ser humano tem forte influência na tendência dos acontecimentos...
    Ótimo Poema.
    Beijão.

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  4. Um texto que prende pelo inusitado e pelas incríveis imagens que se formam. Parabéns. Bj

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  5. "Certa vez senti minha alma com 80 anos como se tivesse vivido tudo
    sensação que estava perdida em fatos que aconteceram que não vi
    tentativa de entendê-los me perdi e dormi"

    as epifanias acontecem assim...
    sem se dar conta dela mesmo,do seu peso ,do seu fato e por um momento parecem eternas mas nunca imorais.
    bonito texto.
    saludos pra ti, cristiane.
    Anita.

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  6. Cristiane,
    água fria não... mas uma bnheira, água morna, sais de banho, velas e musica de relax, é outra coisa...
    Depois, olha: o passado já era. Não podemos lá voltar e alterar seja o que for; o futuro só a eus pertence.
    Fica o AQUI e AGORA. o MOMENTO.
    ... costumo dizer "o momento é o céu na terra"
    Gostei deste momento que me proporcionaste.
    Hoje, reparei num rosto bonito no ARCO... eras tu. Vim aqui. Voltarei, com mais calma...

    PS: dia 1, há post da autoria de um menino-escritor muito talentoso (ha que ler 1º o post do dia 1 de Março) e hoje, há enigma para decifrar... sobre um acontecimeto na blogosfera ainda esta semana.

    Beijinhos de Lisboa

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  7. todo erro tem um por cento de acerto...

    fique fria!

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  8. Oi Cristiane!
    O resultado do sorteio sai hoje, no fim da tarde.
    Bjs

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  9. "Explicar sinônimos, contar os fenômenos, desligar a luz
    que não foi apagada, na madrugada..."

    O dia, normalmente trabalhado
    já é bem claro, jamais sinifica o mínimo
    porque o essencial dos fenômenos
    sobrevivência e amor
    não se esquece apagado
    e os sinônimos podem às vezes ser ecos
    ou cores(luzes) misturadas
    somente para iluminar
    quando não enxergamos o caminho

    escrevi sobre sinceridade no blog
    talvez não seja relevante
    sequer uma placa de sinalização
    rss, mas é sincero

    Aquele beijo

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