11 de mar de 2009

Xerostomia


Vou tentar mascarar minhas metáforas em tons pastel

Pra evidenciar que minhas dores físicas é que me levam

Minha cabeça quase explode e minha boca vira areia

Culpa dos remédios ou minha culpa por procurá-los

Quando acontece isso, frequentemente álias, neblina.

Transformo os pensamentos mais comuns em viagens

Como hoje, onde vendo uma construção senti algo inexplicável

Sensação de que algo grandioso ainda me espera, alguém.

Uma música martelando na cabeça... Are we human?or...

Por Deus! Que confusão, só quando ela vai partindo me deixa tonta

Um medo surpreende meu dia, pânico de perder qualquer coisa viva

Viro um resto imprestável que quer escuridão, perde tempo

Xerostomia maldita!

Acho até que gosto dela, pois me remete à certeza que a dor virou farelo.

Mas ainda busco no fundo da mente, uma forma de dizer:

Tem algo grandioso pra acontecer, mas o quê?

Apasiguador símbolo, que vem numa cartela com quatro.

7 comentários:

  1. um poema com imagens fortes mas com uma leveza incrível. gostei mt.

    Tiago

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  2. Xerostomia...
    Nunca tinha visto este termo... mas procurei saber o que é ,gostei, e tem tudo há ver com o texto, que por sinal é muito bom.

    Depois vem dizer que é aprendiz eu que escrevo bem ehehe

    Beijão.

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  3. cuidado, hipocondria dá barato.

    ótimo poema
    obrigada pela visita

    ps: cartela sempre foi uma palavra que me fascinou.

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  4. estou sempre a aprender e... olha que beleza de poesia!!

    beijos

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. muito bonito!
    desconhecia a palavra,
    porém a definição poética
    não deixou nada a desejar.
    Saludos.
    Anita.

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